Publicado em 21 de Setembro de 2017

Trabalhadores dos Correios decretam greve por tempo indeterminado em Pernambuco

Decisão foi tomada após assembleia da categoria realizada na noite da terça (19). Segundo sindicato, mobilização é feita devido à retirada de direitos

Por G1 PE

Categoria decidiu entrar em greve após assembleia na noite da terça (19) (Foto: Sintect-PE/Divulgação)

Categoria decidiu entrar em greve após assembleia na noite da terça (19) (Foto: Sintect-PE/Divulgação)

Após assembleia da categoria realizada na noite da terça-feira (19), trabalhadores dos Correios decidiram entrar em greve por tempo indeterminado e cruzar os braços de imediato. De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores da Empresa de Correios e Telégrafos em Pernambuco (Sintect-PE), uma nova assembleia deve ser realizada durante a tarde desta quarta (20).

O diretor do Sindicato, Luciano Silva, afirma que a retirada de direitos dos trabalhadores da empresa motivou a paralisação. “Há um processo de sucateamento da empresa. Desde 2011 não entram trabalhadores concursados e querem tirar direitos nossos do acordo coletivo de trabalho”, afirma. A redução da idade de dependentes – de 18 para seis anos de idade – e o fim da ginástica laboral são algumas das queixas da categoria.

Ainda de acordo com o sindicalista, as entregas de correspondências ficam comprometidas durante o período de suspensão das atividades. “Sabemos que a empresa monta um esquema para tentar diminuir o prejuízo, mas o movimento de greve é necessário e foi adotado em outros estados do país”, diz Silva, ressaltando ainda que avisou previamente a empresa.

Em nota, os Correios afirmaram que a paralisação não afeta os serviços de atendimento e que "todas as agências, inclusive nas regiões que aderiram ao movimento paredista, estão abertas e todos os serviços estão disponíveis". O documento diz, ainda, que já colocou em prática um Plano de Continuidade de Negócios para minimizar os impactos à população, mas que, em Pernambuco, segundo levantamento dos Correios, 85% do efetivo estão presentes e trabalhando.

O órgão diz estar disposto a "negociar e dialogar com as representações dos trabalhadores na busca de soluções que o momento exige".